13/11/2019 às 08h53min - Atualizada em 13/11/2019 às 08h53min

Mulher dá à luz dentro de banheiro de maternidade em Aparecida de Goiânia

Amigos e pacientes relataram que mãe esperou por horas e não foi atendida a tempo. Secretaria de Saúde disse que ela foi atendida no local e, assim como o bebê, passa bem.

G1 GOIAS

Após horas de espera na Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida de Goiânia, a paciente Mara Rubia de Jesus deu à luz no banheiro da unidade de saúde. Uma gravação mostra que ela foi socorrida em seguida pelos funcionários do local (assista acima).

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia disse que a paciente deu entrada na unidade às 10h35, atendida às 10h50, quando “obstetra indicou parto cesárea”. Também conforme a pasta, “o pedido foi inserido no sistema e a paciente, internada na sala de Urgência e Emergência da Maternidade, passou a ser monitorada pela equipe enquanto aguardava a transferência”.
 

A nota detalhou que, apesar de ela ter conseguido a vaga, não pode ser transferida porque não tinha acompanhante. “Ela evoluiu para parto normal, recebeu orientações da equipe para ficar de repouso no leito enquanto se encontrava em trabalho de parto, porém foi ao banheiro desacompanhada e deu à luz exatamente neste momento”, informou.

Por fim, a SMS disse que “a equipe médica, composta por três obstetras, foi acionada e prestou os cuidados necessários à mãe e à criança” e que ambas passam bem.
A psicóloga Wanessa Nascimento, assim como outros membros de uma igreja, ajuda Mara como pode, porque ela tem outros três filhos, sendo o mais velho de 17 anos, mas ninguém que possa acompanha-la no hospital ou ajuda-la em casa.
 

Segundo Wanessa, Mara contou que chegou à unidade de saúde no final da manhã, foi examinada e, apesar de ter dado à luz a todos os outros filhos de parto normal, o médico previu que ela deveria fazer uma cesárea.

“Ela ficou a tarde toda esperando. [...] Até que pediu à enfermeira para passar por um exame de toque porque ela estava prevendo que não conseguiria esperar a cesárea. Ela disse que a enfermeira fez que não ouviu, a ignorou”, contou.

A psicóloga narrou que Mara, em seguida, foi ao banheiro “molhar a boca” e foi quando sentiu fortes dores.

“Ela sentiu o bebê saindo e colocou a mão para segurar. Ela teve o neném no banheiro. [...] quando ele nasceu, eles [funcionários] puxaram o bebê e o cordão umbilical arrebentou. Disseram que foram feitos exames e que está tudo bem”, completou.

Wanessa ficou indignada com tudo o que Mara teve que passar.

 

“É revoltante. Ela estava pedindo, implorando, falando que estava com dor. [...] É um descaso. Falta de humanidade”, desabafou.

 

 
 
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