12/09/2019 às 13h53min - Atualizada em 12/09/2019 às 13h53min

Estudante estuprado após Parada LGBTQI+ em Goiânia faz reconhecimento do local do crime

Objetivo, segundo o delegado responsável pelo caso, Glaydson Divino, é procurar por câmeras de segurança e possíveis vestígios do crime

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O estudante V.R.R., de 29 anos, que denunciou que foi agredido eestuprado após a 24ª Parada LGBTQI+, em Goiânia, irá fazer, na tarde desta quinta-feira (12), o reconhecimento do local do crime. O caso aconteceu no último domingo (8), quando o jovem teve a cabeça machucada, a roupa rasgada e foi abusado sexualmente.

A vítima será acompanhada pelo delegado responsável pelo caso, Glaydson Divino, e policiais civis. Juntos, eles farão o percurso realizado pelo jovem no domingo. O objetivo, segundo o investigador, é procurar câmeras de segurança e possíveis vestígios do crime.

“Esperamos a vítima no 1ºDP para fazermos o trajeto onde o crime ocorreu. Até agora não há nenhuma novidade sobre o suspeito. Ainda não é possível saber quem cometeu o crime. Isso pode se desenrolar depois que encontrarmos câmeras de segurança que possam ter registrado a ação”, explicou o Glaydson.
 

O caso foi registrado inicialmente como estupro, pois, segundo o delegado, a vítima não foi agredida pelo fato de ser homossexual, mas sim porque se recusou a manter relação sexual com o agressor. No entanto, as investigações vão apontar se o acontecido se encaixa também como crime de homofobia, especificado desde junho na Lei de Racismo.

Relembre

V.R.R contou aos policiais que descia pela Rua 19, no Centro de Goiânia, quando nas proximidades do prédio da Justiça Federal, foi atacado por um homem que também estava a pé. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (9), depois da Parada LGBTQI+.

Segundo consta no Boletim de Ocorrências, o agressor rasgou a roupa do estudante, o violentou sexualmente e o agrediu. O jovem foi ferido no braço, nas mãos e precisou levar sete pontos na cabeça. Após o suspeito fugir, uma pessoa que passava pelo local socorreu a vítima e a levou para o Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais) de Campinas.

O caso é investigado pela Polícia Civil (PC). O jovem foi encaminhado para exames no Instituto Médico Legal (IML) e para atendimento médico no Centro de Referência em Diagnóstico e Terapêutica (CRDT), para uso de antirretrovirais.

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